Livro: Os 13 Porquês

10/30/2013 09:54:00 PM

Eu nunca tinha ouvido falar nesse livro. Fiquei até surpresa quando descobri que foi publicado em 2009. E isso me intriga, porque é um livro realmente bom, e apareceu numa hora oportuna, por acaso, nas mãos da Gabi do meu curso. Era para eu entregar para a outra Gabi, que faltou, mas, por ironia do destino, tive que ficar um tempinho "fazendo nada" na minha vovó e comecei a ler, assim, como quem não quer nada. 
No começo, achei que Hannah Baker, protagonista, não tinha um motivo realmente bom para cometer suicidio, e só estava querendo desculpas para faze-lo, colocando assim, a culpa nas pessoas com quem convivia. 




Acontece que, no decorrer do livro, tipo assim, nas primeiras páginas, eu fiquei muito viciada, querendo saber o que Clay Jensen, o outro protagonista, fez de tão ruim para Hannah que fez com que ela se matasse. 
Deixa eu explicar melhor: o livro se chama "Os 13 Porquês", porque Hannah se matou por 13 motivos, por 13 pessoas, por 13 memórias, experiências, tão ruins a ponto de ela querer acabar com a própria vida. Ela grava todos esses motivos em fitas, das antiguinhas mesmo, e manda para a primeira pessoa da listinha, e a pessoa precisa repassar para a segunda, a segunda para a terceira, e assim por diante. 



A priori, Hannah me parece chata e fraca. Tem coisas, como "boatos", que faz com ela se mate, e eu achei superfulo da parte dela. Porém, como ela diz, é o "efeito bola de neve", e o que ela causa. As pessoas começam a dar mancadas feias com ela, o que faz com que a garota se canse da cidade, das pessoas, da vida. Rolou uma identificação? Comigo sim. E muita. Especialmente a partir da sétima história, se não me engano. E também tive uma identificação com certas atitudes, de certos personagens, o que me fez reflitir, em quantas vezes, nós é que fazemos alguém se sentir mal, alguém odiar a vida, e nem percebemos. Como Hannah diz no livro, "ninguém sabe o que se passa na vida dos outros, apenas na sua própria". Não exatamente essas palavras, mas o sentido é o mesmo.

Outra coisa muito bonita, é que Hannah não queria acabar com a vida, e sim, com os pensamentos ruins, com a bagunça mental, e não tenho vergonha de dizer que, sim, me identifiquei demais com muitos sentimentos dela. Como por exemplo, a falta de sensibilidade, de atenção de algumas pessoas, quando como tudo o que você quer é que alguém demonstre se importar. 




Alguns trechos, frases, ficaram martelando em mim, e vou compartilhar com vocês:

"um grupo de adolescentes ficou com raiva de uma pessoa por ela ter tido a cara de pau de pedir ajuda"

As pessoas achavam, e acham até hoje, que se uma pessoa comenta com alguém que pensa em suicido, ela só quer atenção. Na verdade, ela quer ajuda. Próximo trecho.

"Eu precisava mudar alguma coisa, por isso mudei minha aparência: a única coisa que eu ainda podia controlar" 

Achei tão forte essa frase, porque todas as vezes que mudamos algo, principalmente o cabelo, é porque queremos desesperadamente mudar de vida. Comigo pelo menos, é assim. 

"Ninguém sabe ao certo quanto impacto tem na vida dos outros"

O que me fez repensar várias atitudes.


É lindo, profundo, e acima de tudo, intenso. 

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