Finge que tem um título bonitinho aqui

1/05/2014 09:37:00 PM

Então é assim que é. A sensação mais famosa do mundo, a qual eu "nunca" senti (já explico), mas o resto do mundo só fala dela, o tempo todo. 

Chega a ser meio constrangedor, mas talvez, ao descreve-la, você compreenda:
Você acorda meio agitada, e a primeira coisa que faz é checar o celular, olhar a telinha; seu dia inteiro depende do que está nela: se há uma mensagem ali, você mal abre os olhos, e já sorri. Então você levanta disposta, e escova os dentes feliz, e dá um sorriso confiante e vencedor para a imagem refletida no espelho. E tudo é bonito; a sala da sua casa é bonita, o corredor até a cozinha é bonito, o pão, ah! Como o pão está lindo hoje! E o dia? Se estiver sol, é maravilhoso, se não tiver, é de uma beleza tão dramatica, não é? Lindo. 


E se não houver nenhuma mensagem no visor do celular, então a vida é uma merda. Você não sente fome, nem quer levantar da cama; o sol está quente demais, ou então só chove nessa droga de lugar. Você não quer falar com ninguém, e passa o dia todo num mix de raiva + tristeza, e quando perguntam o que você tem, tudo o que você responde é "nada", porque "nada" é o que define todo aquele vazio inexplicável que você sente. 




Você sabe de qual sensação estou falando. É aquela em que faz a gente querer ouvir apenas músicas fofinhas, e cant
a-las o tempo todo, e comédias romanticas nunca fizeram tanto sentido. É aquela em que você parece meio bêbada, porque tudo faz com que você de risada. É a que te aproxima das suas amigas, faz você tratar melhor seus pais, e dar bom dias sinceros aos vizinhos. E das 24 horas de um dia, 16 são pensando na pessoa, ou falando com ela, ou imaginando o que ela está fazendo. E a voz... Meu Deus, como é bom ouvir aquela voz, apenas ela faz você sorrir pelo resto do dia/noite. 


Anyways, eu prometi explicar o "nunca". Eu senti uma vez, mas foi uma bosta: o cara era um completo asshole. A úncia parte em que eu sentia era a do "nada é bonito, a vida é uma droga", porque ele era bem "infeliz" mesmo. E demorou. Demorou 16 anos (ou foram 15?) para que eu sentisse isso por alguém pela primeira vez, para que desejasse com que fosse a primeira e única, porque se apaixonar era algo muito ruim mesmo. Tipo, é como uma droga: você quer sair daquilo, mas você meio que não tem opção; seu organismo precisa daquilo, e mesmo que você não induza, ainda fica sob efeito. É fácil de entrar, dificil de sair, quando é de verdade. Mas enfim, infeliz, infeliz, demorou um tempinho para esquece-lo. Eu não pensava mais nele, apenas em momentos de extrema carência eu me pegava pensando em como teria sido. Teria sido pior, porque se sem ter nada ele era imbecil, imagine tendo alguma coisa. Até que apareceu outro, e eu o esqueci; hoje, só lembro dele para dar exemplo ruim, como agora. Isso foi há, o que, dois anos? Não importa. 


Isso também serviu para que eu não julgasse tanto as pessoas como costumava fazer: eu achava que era idiota se apaixonar, ou sofrer por alguém, tipo, ridiculo, meninas tão bonitas/legais, chorando pelos cantos, por alguém que nem vale a pena. Por quê não fica com aquele cara que é super a fim dela? Porque eu, por experiencia própria, não me orgulho disso, sempre fui a "heartbreaker". Ele se apaixonava por mim, e eu, bem, eu achava ele legal. Acho que por isso nunca namorei. Porque nunca vivi o "estar apaixonada" (até agora hihi, parei).  



Mas a gente vai fazer o que? A gente não escolhe, porra! Se eu pudesse, escolheria. Mas não funciona assim. Simplesmente vem. Vem, entra, e não sai mais. Se apodera por inteiro de nós: nossa cabeça, pensa o dia inteiro nele, e os olhos, só querem olhar pra ele; o coração, já acorda acelerado e feliz, você quase sente a corrente sanguinea funcionando, de tanta instensidade. As pernas ficam inquietas, você anda o tempo todo, e finalmente, você sente a famosa sensação de "borboletas no estomâgo". Essa sensação, em especial, eu nunca havia sentido antes. É como uma descarga de adrelina, com uns mil volts, percorrendo seu corpo inteiro. É a sensação de descer na montanha russa, de forma ampliada. 


Se eu pudesse escolher, eu juro, eu escolheria alguém que sei que não me decepcionaria. Mas você foi o escolhido. Então, por favor, não quebre meu coração blindado. Ele já tem uma proteçãozinha a mais, e você tirou esse plastiquinho, o amoleceu. Agora, ele pode ser considerado seu, já que não me obedece mais. Então, por favor, cuide bem dele. E lembre-se, de que se você não pretende ficar, então, por favor, nem entre. Não entre se for pra fazer bagunça e deixar tudo para eu limpar depois. 


Mas se você quiser abrir a portinha, entrar e ficar por um tempo, ser uma visita que valeu a pena, então seja bem vindo ao meu coração.


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